Eu deveria falar do meu cotidiano
Das minhas dores, da minha solidão
Eu deveria te culpar de tudo
Até das decepções
Você é tão fake quanto eu...
Prefiro os devaneios de uma mente sã
Mente que não se aquieta um segundo
Pensa alto e constante, será isso movimento?
Meus corvos aquietaram, aceitaram a estadia
Farei algo novo dessa minha vida vã
Chega cansei de carregar grilhões
Hoje nevou o dia todo
Uma certa nostalgia tomou conta de nós
Que fique bem claro: Eu e os meus corvos
Decidimos voar, alcançar o céu, ultrapassar a neve
Uma odisseia sem fim
Valeu muito a pena
Sim, sou feliz... Sempre fui!
Odeio combates e ameaças
Prefiro o silêncio da sua ignorância
Do que minhas palavras ao vento
Não devo nada para ninguem
Nem mesmo à você!
Não tive a oportunidade nem de me explicar
O inexplicável existe, só você não sabe
Cansei, não sei ao certo o que mudou
Mas não sinto mais nada por você
Isso é uma certeza exata dentro de mim
Ficou, e o passado corroeu, passou!
Hoje é a última vez que escrevo para você!
Acorda senão a vida passa!
Fim...
Joshua.

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